
AS REPRESENTAÇÕES DE JESUS NA ARTE CRISTÃ: UM BREVE ENSAIO ICONOGRÁFICO
GHIEC-UERJ
AS REPRESENTAÇÕES DE JESUS NA ARTE CRISTÃ: UM BREVEENSAIO ICONOGRÁFICO
Por Marina Assef.
Resumo: Este ensaio propõe um breve percurso iconográfico pelas representações de Jesus Cristo na arte cristã, buscando compreender de que maneira sua imagem foi construída e ressignificada ao longo da história. Partindo das primeiras manifestações da arte paleocristã, são analisadas algumas representações de Cristo em diferentes contextos históricos e artísticos, observando-se as transformações em sua figuração, desde o caráter simbólico e didático das imagens dos primeiros séculos até as representações mais majestosas, humanizadas e expressivas desenvolvidas em períodos posteriores. Por meio da análise de obras selecionadas, o estudo evidencia como as diferentes imagens de Jesus refletem não apenas escolhas estéticas, mas também concepções religiosas, culturais e históricas próprias de cada época. O percurso alcança a contemporaneidade, na qual novas formas de construção da imagem, incluindo recursos científicos e tecnológicos, ampliam as possibilidades de representação de Cristo e demonstram a permanência de sua figura no imaginário coletivo. Assim, o ensaio destaca a multiplicidade das representações de Jesus e a contínua ressignificação de sua imagem ao longo da história da arte.
Palavras-chave: Jesus Cristo; Iconografia cristã; Arte cristã.
Abstract:This essay proposes a brief iconographic journey through the representations of Jesus Christ in Christian art, seeking to understand how his image was constructed and reinterpreted throughout history. Starting from the earliest manifestations of Paleochristian art, some representations of Christ are analyzed in different historical and artistic contexts, observing the transformations in his depiction, from the symbolic and didactic nature of the images of the first centuries to the more majestic, humanized, and expressive representations developed in later periods. Through the analysis of selected works, the study highlights how the different depictions of Jesus reflect not only aesthetic choices, but also the religious, cultural, and historical conceptions characteristic of each era. The journey reaches the contemporary era, in which new forms of image-making, including scientific and technological resources, expand the possibilities for representing Christ, and demonstrate the enduring presence of his figure in the collective imagination. Thus, the essay highlights the multiplicity of representations of Jesus and the continuous reinterpretation of his image throughout the history of art.
Keywords: Jesus Christ; Christian iconography; Christian art.
Introdução
A iconografia religiosa integra o conjunto de manifestações artísticas que compõem a arte cristã e que está presente desde os primórdios do cristianismo (Silveira, 2023).
Segundo Cardoso e Vainfas (2012), o termo “iconografia”, em sua raiz etimológica (eikon, imagem; grafia, descrição), pressupõe um papel descritivo que busca identificar na imagem “a significação interna de significações externas”. Ao longo dos séculos é possível observar diversas manifestações iconográficas de Jesus Cristo, porém há um questionamento a ser feito com relação a fidedignidade dessas imagens: se os Evangelhos não descrevem a aparência de Jesus, de onde surgiram as imagens que conhecemos hoje? Sua imagem foi sendo construída e reinterpretada de acordo com os contextos históricos, influências culturais e escolhas estéticas dos artistas de cada período.
Dessa forma não existe uma única representação de Cristo, mas múltiplas formas de concebê- lo visualmente ao longo da história. Este breve ensaio propõe um percurso por algumas representações de Jesus, buscando compreender como sua imagem foi sendo construída e ressignificada ao longo da história, desde as primeiras manifestações na Antiguidade até as representações contemporâneas.
Arte Paleocristã
A iconografia cristã dos primeiros séculos esteve profundamente ligada à fé e às narrativas da Escritura. As primeiras representações de Cristo, de outros personagens bíblicos e das cenas narradas nos textos sagrados buscavam transmitir os ensinamentos do cristianismo, enfatizando a crença na salvação e os milagres de Jesus. Essas imagens também refletiam o contexto histórico em que foram produzidas, marcado pelas perseguições aos cristãos
(Passos, 2021).
Entre as representações mais antigas de Jesus, destaca-se o afresco “Bom Pastor”, encontrado na catacumba de Calisto, em Roma. Esse tema tornou-se um dos mais recorrentes nas pinturas das catacumbas, sendo inspirado em modelos iconográficos do mundo greco-romano posteriormente ressignificados pelo cristianismo. Segundo Gregori (2014), Cristo aparece como um jovem pastor, vestindo uma túnica curta e calçado campestre, trazendo uma bolsa a tiracolo e carregando uma ovelha no ombro. A imagem faz referência à parábola do “Bom Pastor”, na qual o cuidado do pastor por suas ovelhas simboliza o cuidado de Deus por seu povo. Essa representação foi amplamente difundida nos primeiros séculos do cristianismo.
A partir do século IV, contudo, ela passou gradualmente a dar lugar a imagens mais solenes e majestosas de Cristo, acompanhando as transformações religiosas vividas pela Igreja após sua
oficialização no Império Romano.
Imagem 1 – Jesus Pastor. Afresco da Catacumba de São Calisto – Roma – 250 d.C.

Fonte: Ramos (2023).
Arte Bizantina
A partir do século IV, após a legalização do cristianismo e seu fortalecimento no Império Romano, a relação entre Igreja e arte passou por profundas transformações. Entre os séculos V e XIII, a arte cristã desenvolvida no Império Bizantino assumiu características próprias. Diferentemente da tradição greco-romana, que valorizava a observação da natureza e o realismo das figuras, a arte bizantina passou a privilegiar a dimensão espiritual das imagens. O objetivo já não era representar a realidade tal como ela era vista, mas expressar verdades da fé cristã (GOMBRICH, 2013).
Nesse contexto, as imagens religiosas adquiriram grande importância para a Igreja. Após as controvérsias em torno da veneração dos ícones, consolidou-se a compreensão de que as representações de Cristo, da Virgem Maria e dos santos não eram simples ilustrações, mas meios de conduzir os fiéis à contemplação do sagrado. Por esse motivo, os artistas passaram a seguir modelos iconográficos consagrados pela tradição, preservando determinados gestos, expressões e atributos.
É nesse cenário que se destaca a figura do Cristo Pantocrator (Pantokrátor, do grego, “Todo-Poderoso” ou “Senhor do Universo”). De acordo com Gombrich (2013), diferentemente do Cristo jovem e pastor da Arte Paleocristã, o “Pantocrator” apresenta um Cristo frontal, solene e majestoso, segurando o Evangelho e abençoando com a mão direita. Essa representação expressa sua autoridade divina e seu papel como governante do universo, refletindo o fortalecimento da Igreja e do Império Bizantino.
Imagem 2 – “Cristo Pantocrator” – séc. VI – 550 d.C

Fonte: Wikimedia Commons (s.d.).
A arte bizantina sobreviveu até 1453, com a queda de Constantinopla. Porém, durante a segunda metade do século XV e parte do século XVI, ela ainda prosperou nas regiões dominadas pela ortodoxia grega. Embora ela tenha permanecido influente por séculos, artistas italianos começaram a buscar uma linguagem mais próxima da experiência humana, conferindo maior naturalismo às imagens, profundidade e expressividade às emoções. Entre esses artistas destaca-se Giotto di Bondone (1267-1337), pintor florentino, um gênio capaz de quebrar o encanto do conservadorismo bizantino (GOMBRICH, 2013).
Para Giotto, a pintura deixa de ser apenas um recurso ilustrativo e passa a aproximar o espectador do acontecimento narrado, é mais que um mero substituto para a palavra escrita, pois parecemos testemunhar o acontecimento real, como se fosse representado num palco.
Recordemos que a arte cristã primitiva havia retomado a antiga ideia oriental de que, para contar com clareza uma história, cada personagem precisava ser mostrado por inteiro, quase como se fazia na arte egípcia e a arte de Giotto abandonou tais ideias. Entre as suas mais famosas obras estão os murais com os quais, entre os anos de 1302 e 1305, cobriu as paredes de uma igreja em Pádua (Itália setentrional) com cenas da história de Cristo e da Virgem Maria, além das virtudes e vícios, comuns nos pórticos das catedrais nórdicas.
Imagem 3 – Giotto di Bondone. “A Lamentação de Cristo”, c. 1305.

Fonte:Wikimedia Commons (s.d.).
Em “A Lamentação de Cristo”, a cena apresenta um Cristo morto cercado por
personagens que expressam dor e sofrimento de forma intensa, aproximando o espectador do drama da Paixão. As figuras adquirem volume, ocupam um espaço mais convincente e demostram emoções individualizadas, aspectos que representam um importante marco na história da arte ocidental.
O Cristo, diferente do majestoso bizantino, continua sendo divino, mas representado também como um homem que sofre, cercado por pessoas que expressam emoções reais. Os personagens abraçam o corpo de Jesus demonstrando profunda tristeza.
Renascimento
As inovações introduzidas por Giotto abriram caminho para transformações que
marcariam o Renascimento. A partir do século XV artistas passaram a valorizar a observação da natureza, estudo da anatomia humana e a perspectiva, buscando representar cenas religiosas com maior realismo. Embora a figura de Cristo permanecesse no centro da arte cristã, sua imagem passou a refletir os ideais humanistas da época, aproximando o divino da experiência humana.
Nesse contexto histórico abordaremos a obra “A última ceia”, de Leonardo da Vinci (1452-1519), realizada no refeitório do convento de Santa Maria delle Grazie, em Milão. Diferentemente das representações tradicionais desse episódio, segundo Gombrich(2013), Leonardo escolheu retratar o instante em que Jesus anuncia que será traído por um de seus discípulos (Mt 26,21). A partir desse momento dramático, expressando surpresa, dúvida, medo ou indignação, Cristo, por sua vez, permanece sereno no centro da composição, tornando-se o ponto de equilíbrio entre a intensa movimentação dos personagens.
A organização dos apóstolos em grupos, o uso da perspectiva e a expressividade dos gestos conferem dinamismo e profundidade à cena. Mais do que ilustrar um episódio bíblico, Leonardo buscou representar as emoções humanas diante daquele acontecimento, aproximando o espectador da narrativa. Dessa forma, a imagem de Cristo deixa de ser apenas um símbolo religioso e passa a revelar também a dimensão profundamente humana. Jesus é retratado com traços humanos semelhantes aos dos demais apóstolos, afastando-se das representações excessivamente hieráticas dos períodos anteriores. Um aspecto que chama atenção nesta obra é a ausência da auréola, elemento tradicionalmente utilizado na arte cristã para indicar a santidade das figuras sagradas.
Em Leonardo, a identidade de Cristo não depende desse símbolo, mas é construída por sua posição central na composição, pela perspectiva cujas linhas convergem para sua figura e pela serenidade de sua expressão ( Araújo, Nacismento, 2019). Além disso, a perspectiva linear conduz o olhar do observador diretamente para Cristo, reforçando sua centralidade espiritual sem recorrer a símbolos tradicionais de santidade.
Imagem 4 – Leonardo da Vinci. A Última Ceia, 1495-1498.

Fonte: Consiglio (2021).
Barroco
A próxima obra que será descrita é do artista Michelangelo de Caravaggio (1573-1610). Nascido em Milão, Caravaggio possuía um temperamento indomável e suas obras não seguiam os parâmetros dos modelos clássicos e, além disso, desprezava a “beleza ideal”. Segundo Gombrich (2013), sua intenção era eliminar as convenções e repensar na arte de um modo geral. Há quem pense que seu objetivo era chocar o público, que ele não tinha respeito por nenhum tipo de beleza ou tradição.
O quadro “Incredulidade de Tomé” (1601-1602), nos mostra um Jesus diferente da ideia de Giotto, como um “Cristo que sofre”, ou em Da Vinci, com o Cristo centralizado em sua composição, fazendo com que os olhares estivessem voltados a ele. O que analisaremos agora é um Cristo corporal, concreto, próximo e tangível.
Na obra, os três apóstolos (Tomé, Pedro e João) estão olhando para Jesus, sendo que um deles, Tomé, está colocando o dedo em sua ferida, no flanco, para verificar se é mesmo real. Significativamente, as mãos dos outros dois apóstolos estão ocultas, embora sua curiosidade seja evidente e quase tão contida quanto a de Tomé. Esta cena, pouco convencional, pareceu irreverente, ou mesmo ofensiva aos devotos da época. Eles estavam habituados a ver os apóstolos como figuras dignas, envoltos em belos drapeados, mas neste quadro eles estão representados como trabalhadores comuns, os rostos curtidos pelo sol, e as testas enrugadas.
Cristo vem a eles como um homem feito de carne e osso, e não como um espírito desencarnado; portanto, Sua ressurreição é compreendida em seus termos literais, tornando-se ainda mais milagrosa. A mensagem é, novamente, de fé; as palavras de Cristo foram: “Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram”. Sem elementos de cenário que desviem a atenção do observador, as figuras são agrupadas diante de um fundo escuro, direcionando o olhar para o gesto central da composição. A representação de Jesus também se distancia das imagens majestosas e idealizadas dos períodos anteriores. Ele é apresentado de forma corpórea e humana, próximo aos apóstolos.
O quadro possui aspectos contraditórios, como os contrastes de luz e sombra e o questionamento acerca da existência ou não de Deus, pois, como retratado, Tomé precisa ver para crer. Há o desejo de se certificar antes de aceitar aquilo que parece impossível, enquanto a fé ultrapassa a necessidade da comprovação material. Nesse sentido, a obra estabelece um diálogo entre a dúvida e a crença, entre aquilo que os olhos podem constatar e aquilo que somente a fé permite aceitar.
Imagem 5 – Caravaggio. Incredulidade de Tomé, 1602-1603.

Fonte: Canção Nova (2022).
Século XX
Ao longo dos séculos seguintes a representação de Jesus continuou a assumir diferentes formas, acompanhando as transformações artísticas e culturais de cada período. Sem pretender percorrer de maneira exaustiva todas essas manifestações, este breve ensaio avança para o século XX, quando a imagem de Cristo passa a ser reinterpretada também a partir de novas linguagens e concepções da arte moderna. Nesse contexto, detaca-se a obra de Salvador Dalí,
em “O Cristo de São João da cruz”, um dos quadros mais extraordinários do século XX.
Imagem 6 – Salvador Dalí. “O Cristo de São João da cruz”, 1951.

Fonte: DeArdo (2016).
O título vem inspirado na obra de Juan de la Cruz, religioso místico espanhol do século XVI. Dalí ficou impressionado com um pequeno desenho da crucificação feito pelo próprio Juan no qual Cristo aparece visto de um ângulo superior, o que era extremamente incomum.
Segundo Lousa (2016), na parte superior da pintura vemos Cristo, que parece estar perto, mas ao mesmo tempo longe, acima das dimensões das nuvens, nos colocando acima da cena, que tanto é terrestre quanto celestial. A cabeça inclinada impede o espectador de ver o rosto, mantendo o anonimato. Na parte inferior temos o plano terrestre, mortal, onde Dalí representa sua terra natal.
Cristo de Juan revela um corpo frágil, ensanguentado, debilitado, sugerindo que está morto na cruz, o que contrasta com o de Dalí, que possui um corpo atlético, embelezado pela estética de ocultar o sofrimento, remetendo a maneira estética renascentista. O drama não está no rosto, que sequer vemos, mas na própria arquitetura do corpo no espaço.
Nesta obra não há presença de sangue, pregos ou coroa de espinhos. A ausência desses elementos afasta a obra da representação explícita do sofrimento e confere à imagem um caráter contemplativo. Jesus transcende suspenso entre o céu e a terra. De acordo com Nnadozie(2025), a crucificação se transforma em uma imagem silenciosa e singular, e a mensagem espiritual que Dalí representada com maestria é vista dessa perspectiva, onde somos convidados não apenas a ter compaixão de Cristo na cruz, mas a nos inspirarmos na beleza de seu amor, em seu sofrimento e morte, pois ele não negou o sofrimento da cruz; ele mudou o foco iconográfico, representando aquilo que chamou de beleza metafísica do “Cristo-Deus”.
Século XXI
Qual Cristo representa a Contemporaneidade? Em 2001, uma reconstituição facial forense realizada pelo especialista Richard Neave foi apresentada no documentário “O filho de Deus”, da BBC. A partir da análise de crânios dos judeus datados do século I, provenientes da região da Galileia, buscou-se reconstruir a possível aparência de um homem pertencente ao mesmo contexto histórico e geográfico de Jesus. O resultado apresentou uma fisionomia bastante distinta daquela consolidada ao longo dos séculos pela tradição artística ocidental.
Imagem 7 – Reconstituição facial forense de Jesus

Fonte: G1(2018)
Desde a Antiguidade até os dias atuais, a representação de Jesus passou por diversas transformações. Sua imagem assumiu uma função didática e simbólica na Paleocristã, tornou- se majestosa e imponente na Arte Bizantina, adquiriu maior expressividade e sofrimento em Giotto, aproximou-se dos ideais humanistas do Renascimento e ganhou força dramática e materialidade no Barroco. No século XX, artistas como Salvador Dalí ainda propuseram novas formas de concebê-lo visualmente.
Já na contemporaneidade, até mesmo a ciência passou a participar dessa busca por uma possível aparência histórica de Jesus. Mais recentemente, o avanço da inteligência artificial acrescentou uma nova dimensão às representações de Jesus. Por meio de sistemas capazes de gerar imagens a partir de descrições e referências visuais, novas faces do Cristo passaram a ser produzidas. Entretanto, assim como ocorreu com os artistas ao longo dos séculos, a inteligência artificial também não apresenta uma imagem neutra ou definitiva de Jesus: suas representações são construídas a partir de dados, referências e padrões visuais produzidos pela própria humanidade. Dessa forma, mesmo diante das novas tecnologias, a imagem de Cristo continua sendo reinterpretada e ressignificada, agora também no espaço digital.
Imagem 8 – Jesus pela IA – Imagem gerada pelo cineasta Duncan Thomsen.

Fonte: Estadão (2023).
Conclusão
Este breve ensaio teve a intenção de percorrer algumas representações de Jesus construídas ao longo da história. Do “Bom Pastor” às imagens produzidas pela inteligência artificial, observa-se que cada período, artista e contexto atribuiu novos sentidos à figura do Cristo.
A imagem de Jesus integra o imaginário coletivo e, por sua relevância histórica, cultural e religiosa, permanece objeto de debates, interpretações e constantes ressignificações. Entre o Cristo da fé, o Cristo da arte e o Jesus investigado pela história, diferentes representações foram construídas ao longo dos séculos. Mais do que revelar sua possível aparência histórica, essas imagens expressam os valores, as crenças e os contextos culturais das sociedades que as produziram, evidenciando as diferentes formas pelas quais os artistas buscaram representá-lo.
Diante das constantes transformações nas formas de representar Jesus Cristo, novas possibilidades de pesquisa podem ser desenvolvidas acerca da construção e ressignificação de sua imagem. Analisar referências históricas e artísticas produzidas ou modificadas pela nova tecnologia pode contribuir para compreender os caminhos atuais da iconografia cristã e as novas formas de construção do imaginário coletivo sobre a figura de Jesus.
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Imagem 7 – ESTADÃO. Selfies com figuras como Cleópatra e Jesus Cristo são criadas por
inteligência artificial. Estadão, 3 abr. 2023. Disponível em: Estadão — Selfies de figuras
históricas criadas por inteligência artificial. Acesso em: 10 jul. 2026.
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